quarta-feira, dezembro 01, 2010

A arte de quebrar a cara: Amar.

Não sei o porque e nem pra que mas desde que criamos uma noção de que existe sentimento além dos nossos pais e que podemos nos envolver com outra pessoas a gente tenta descobrir o amor. Eu falo isso porque desde meus 7 anos, ou até menos,me apaixono por coleguinhas de classe. Desde sempre me apaixono mas eles nunca se apaixonaram por mim. Meu primeiro selinho foi com meu primo,enquanto ele dormia eu fui lá e roubei o selinho. Coisas de crianças que revelam a busca de um amor. Depois a gente cresce e continua procurando. Aí vem o primeiro namorado, é um sonho, é tudo novo, tudo fantástico, inabalável, um pra sempre que sempre acaba. Depois do primeiro todo mundo fica com medo de um segundo. "Ah, quero mais não, já sofri muito" "Não vou mais namorar" E lá está, aparece aquele garoto com um jeito diferente, que te trata como seu ex nunca fez e diz coisas que te fazem ficar nas nuvens. Ele te pede em namoro e,claro, você aceita. Aceota porque acha que dessa vez pode ser diferente.É essa a base do amor: você sofre mas continua acreditando que um dia vai ser melhor. É um"suicídio" consciente, porque se sabe que aquilo machuca e vai machucar,sabe que não é fácil,sabe que tudo passa. Mas lembrar dos momentos bons, de como é bom ter alguém do lado quando mais precisamos,quando queremos sair e nossas amigas nao querem ou não estao disponiveis, como é bom um beijo sincero, aquele abraço tão confortável que só ele sabe dar e aquele sorriso faz esquecer todas as dificuldades. Faz a gente querer pular de para-quedas de novo. De novo e sempre. Porque para amar é preciso saber perdoar, contornar,sofrer e continuar a acreditar que um dia vai ser melhor.


Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria.
(Tati Bernardi)

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